Momento para refletir…

10 de julho de 2011

Momento de refletir…

Como definir com palavras coisas indefiníveis que fazem o coração bater mais forte; coisas que entorpecem os sentidos e nos deixam com uma sensação de êxtase, dada tamanha magnitude…Um torrencial  de emoções diversas, um misto de prazer e de pura alegria de viver; viver sem sentir culpa por ter errado, e saboreando cada acerto como um marco de vitória. Outras vezes nos tornamos prisioneiros de nós mesmos, mergulhamos num manancial de frustrações, ressentimentos, mágoas e nos sentimos impotentes e até inaptos para qualquer ação. Se olharmos para o céu e contemplarmos toda a força do poder do Criador, esta força invisível, sutil, quase imperceptível, porém grandiosa e absolutamente regeneradora, vai nos tomando e elevando o nosso ser à estatura perfeita aos olhos Dele, que é a da condição de seres humanos frágeis, sim, mas com muita vontade de aprender sempre, não para atingirmos nenhum ápice de sabedoria terrena, mas para podermos nos melhorar a cada dia, ressignificar a nossa existência. Assim, contribuiremos para a melhoria também de outras pessoas e quando tivermos chegado ao final da nossa jornada nesta esfera terrena, teremos deixado como nosso legado as muitas sementes espalhadas para serem regadas por outros que virão depois. E, com certeza, seremos lembrados, sim, não pelo que fomos, mas pelo que deixamos através de nossos atos de Amor, Compreensão e Dedicação ao próximo.

Que a Graça, a Paz e o Amor de Deus nos acompanhe hoje e sempre!

Sandra Oliveira (Faculdades Oswaldo Cruz, Pedagogia, 1º.PX, julho de 2011)

Da consistência do que somos

21 de novembro de 2010

Da consistência do que somos

Pollyana Franco

Nós, seres humanos, carregamos em nós tudo aquilo que nos constitui: os sonhos, os medos, as alegrias, as tristezas, os amigos, os amores, as músicas que ouvimos, nossa comida preferida, as coisas que vemos e vivenciamos, nossas crenças e valores. Tudo isso junto, organizado ou não, nos transforma naquilo que somos e é o que nos dá consistência, o que faz de nós, nós.  

Muitas vezes acontecem situações em que nos sentimos “quebrados”. É quando nossa consistência por algum motivo se rompe. Sentimos o coração dolorido, a alma estilhaçada, o corpo sem forças, a vida sem chão. Andamos pela rua com o olhar vazio e a sensação que temos é a de que carregamos o peso do mundo dentro do peito. Os sonhos perdem a razão de ser, os medos se tornam maiores, as alegrias distantes, as tristezas presentes, os amigos ocupados, os amores ausentes. Tudo perde a razão de ser, até nossas músicas preferidas parecem uma batucada ao fundo do que somos; nossa comida preferida perde o sabor; nos tornamos cegos e só nos lembramos daquilo que não se deve lembrar; já não acreditamos em nada e não valorizamos nada. Pensamos: é o fim. E então vamos vivendo, dia após dia, esperando que algo ou alguém mude tudo, e as coisas voltem a fazer sentido.

Existem também aqueles momentos mágicos, em que o mundo inteiro pára e tudo parece ser um sonho, uma miragem. Tudo é tão perfeito e maravilhoso que sentimos a alegria do mundo, dentro de nós. Sentimos que somos capazes de ser e fazer qualquer coisa, que nada nem ninguém pode nos impedir de realizar os nossos sonhos e sermos felizes. Nos sentimos verdadeiros guerreiros lutando pela vida que ainda existe em nós. É quando a nossa consistência atinge o seu ápice, e tudo se integra e tudo funciona. Não é preciso que algo extraordinário aconteça para que a gente se sinta assim. Às vezes um simples abraço, um sorriso, uma palavra faz nosso dia valer a pena, faz nossa existência ganhar sentido.

Muitas pessoas passam pela vida sem consistência. Se esquecem do que são, do que querem, do que vale a pena e do que não. Se esquecem de que a vida é uma sucessão de pequenas e grandes coisas que podem nos abalar, mas que não podem roubar o que somos. A consistência da alma pertence a quem tem coragem de viver e força para lutar. Ela baseia-se em ser inteiro e dar-se por inteiro, mesmo quando sentimos que já não podemos mais. É o saber alegrar-se com coisas simples como o nascer do sol e saber entender que a vida está em constante movimento, coisas e pessoas vêm e vão, mas elas estarão sempre guardadas em nosso íntimo.

Se as pessoas caminhassem juntas, se fossem capazes de ver o outro e nele enxergar uma parte de si, se fossem humildes, solidárias, humanas, não existiria uma pessoa no mundo que não fosse consistente. Todos seriam inteiros.  E todos nós juntos, seríamos a consistência universal, funcionando em um mesmo ritmo, em uma mesma sincronia, e talvez então, já não existiria sofrimento.

Ao nascermos somos seres frágeis, mas estamos todos carregados de um material muito precioso: os sonhos.  E são eles a matéria-prima da consistência.

 

A Elitização das Universidades Públicas no Brasil

15 de novembro de 2010

A Elitização das Universidades Públicas no Brasil

 Maria Thais Pinheiro (estudante de Pedagogia – Faculdades Oswaldo Cruz)

Começo este artigo propondo um desafio: encontrar um estudante nas universidades públicas de engenharia, medicina e direito que tenham estudado a vida inteira em escolas públicas.

É de conhecimento geral que um dos sonhos de todo universitário é estudar e se formar em uma universidade pública e bem conceituada. Porém, este sonho se torna cada vez mais distante da grande maioria dos jovens brasileiros, maioria esta que não tem acesso aos melhores colégios, pois de maneira geral, as universidades com este perfil são extremamente elitistas, ou seja, entra quem teve acesso às melhores escolas da Educação Básica e quem tem poder aquisitivo para custear uma boa formação e não quem de fato precisa de gratuidade no ensino.

Para ilustrar a dificuldade que é o acesso às universidades públicas, tomo como exemplo o vestibular de transferência 2011 para a FE-USP (Curso de Pedagogia, Faculdade de Educação da Universidade de São Paulo): de um total de 17 vagas e 53 inscritos, somente 2 pessoas foram aprovadas, as demais vagas ficaram desocupadas.

É inadmissível que uma faculdade que em um dos seus prédios leva o nome do grande Educador Paulo Freire, defensor dos estudantes e contra toda forma de exclusão, prefira deixar 15 vagas abertas a ocupá-las com estudantes que tem paixão e que desejam fielmente se tornar educadores. Como é possível que justamente uma faculdade de educação prefira não dar a chance ao estudante e ir contra todas as pedagogias modernas se baseando apenas em uma avaliação para medir o conhecimento conceitual prévio dos estudantes?

No início do artigo propus um desafio e não foi de maneira aleatória que escolhi aqueles cursos, pois esses ainda parecem-me ser os mais elitistas dentro de uma universidade pública. Supondo que um jovem que tenha estudado a vida inteira em escola pública e ainda assim tivesse conseguido passar no curso de medicina, como seria possível para ele ficar cerca de 8 anos estudando o dia inteiro e custeando livros caríssimos? Sem falar no fato de que muitos desses livros são escritos em outras línguas, portanto, o estudante precisa dominar outros idiomas além do seu, e isso infelizmente não é condizente com a realidade de grande parte dos jovens brasileiros. Portanto, é preciso mais do que talento e paixão para se alcançar um sonho como este e dizer que “é possível para qualquer um” é uma forma de iludir e, em seguida, frustrar.

A maioria dos estudantes brasileiros são acolhidos hoje nas universidades particulares, pois é nelas que o aluno tem encontrado mais apoio, nelas é aceito em sua diversidade social e cultural e sente-se, por tudo isto, nelas valorizado.

 

Convite para escrever no Blog.

25 de outubro de 2010

Queridas Alunas e Queridos Alunos

A intenção deste blog é favorecer a ampliação do diálogo de ideias e compartilhamento de sentimentos que contribuem com nosso aprimoramento pessoal e profissional. Ao se interessar em participar deste blog, faça o seguinte: escreva e digitalize seu texto (que pode relacionar-se às categorias de artigo científico, cartas, contos, diário de aulas e poesias e poemas), releia-o, verifique o português de acordo com o novo acordo ortográfico, e envie-o primeiramente aos e-mails spapesky@hotmail.com e mi.papeckys@gmail.com. Farei a leitura do texto  e o enviarei novamente ao autor(a) para que tome conhecimento de possíveis correções ainda necessárias e/ou faça as complementações conforme minhas observações. Em seguida, para que possamos editá-lo no blog, reenvie o texto em sua versão final para os e-mails spapesky@hotmail e mi.papeckys@gmail.com .

Que este espaço virtual de diálogo nos incentive a fortalecer ações de cuidados entre todos nós. Muita luz! Abraços fraternos,

Profa. Sandra Papesky

Borboleta – Releitura

15 de outubro de 2010

Retomo Clarice Lispector

Atráves do verso que destinou à menina Andrea de Azulay:
“Borboleta é pétala que voa”.

E agora, fazemos nós a releitura:

Borboleta é brisa colorida
Borboleta é silêncio cantado no vento
Borboleta é poesia da natureza
Borboleta é… (crie seu verso no comentário).

Hello world!

15 de outubro de 2010

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